A vingança tarda, mas não falha

15 abr

21 de abril de 1987 - Um bolo gigante para a pequena - e gulosa - aniversariante. Ali começava a minha paixão pela comida.

“Essa menina tem o olho maior que a barriga”. Eis a frase que mais ouvi da minha mãe durante a infância – assim como nos anos mais recentes. Também, pudera! Foi ela quem me salvou da primeira alergia alimentar que, em 1988, me levou para a emergência de um hospital em São Paulo. Com meros três aninhos – ai que gracinha! – , escondida debaixo da mesa da cozinha, devorei sozinha um pote de Io-Iô Cream de chocolate. Quando dona Rita me encontrou, a pequena Sabrina estava com os lábios inchados e chorando assustada.

Desde então, estado de alerta para os meus sumiços. E não foram poucos: atrás da cortina para comer Caldo Knnorr de Galinha, na área e serviço para acabar com o iogurte antes do jantar. E até comer alho puro e cru – e depois chorar – na cozinha de uma vizinha.

Uma manteiga derretida gulosa. Essa era a pequena Sabrina Carozzi. Comilona ainda sou e um pouquinho chorona também, principalmente durante a TPM (Tadeu – meu namorado –  que o diga). Para os ataques de choro, a terapia e a musculação estão ajudando bastante, mas para o pecado da gula ainda não encontrei solução.

Fazer um blog sobre minhas aventuras gastronômicas era um projeto que alimentava desde o ano passado quando comecei a me interessar por bolos confeitados. Porém, no entanto, todavia, deixei a ideia de lado depois de ser diagnosticada com Intolerância à Lactose, Gastrite, Esofagite e Síndrome do Intestino Irritável. Desde então, todas as minhas peripécias na cozinha se limitam a misturar legumes, carnes e ingredientes mais que saudáveis para criar sopas saborosas e leves para um estômago tão ingrato.

Mas já que não posso comer como gostaria, o que me resta é falar do que mais gosto na vida, não acham? Aqui vou dividir com vocês as receitas deliciosas que já fiz, os lugares especiais que frequento. E também vou compartilhar com vocês essa fase de adaptação a um novo estilo de vida. Vou testar receitas sem lactose, sem gordura e publicar dicas de alimentos saudáveis e gostosos. Conto com vocês nesse processo de reabilitação!

E como diria a Dani Martins, meu estômago não é ingrato: o pobre coitado já sofreu muito durante todos esses anos de gula insaciável. “Seu estômago deve ter uns 70 anos, Sabrina” Agora é a vez dele se vingar, não é?!

Sabrina Carozzi

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2 Respostas to “A vingança tarda, mas não falha”

  1. Mirela Proenca 16/04/2011 às 13:55 #

    Sá…vc me surpreende! Com esse jeito observador e de poucas falas sobre o que sente ou acha, acabei descobrindo coisas que não sabia pelo seu blog!!!! E pasmem-se: numa amizade de +- 10 anos! heheheheeh….Ao ler seu texto, uma frase irônica me veio à cabeça: “o peixe morre pela boca” …hahahahahaha…Calma, não se preocupe! É só uma frase! Mas, prometo tentar colaborar com as receitas e testá-las! Bjos sua Gulosa!

Trackbacks/Pingbacks

  1. Saltos são traiçoeiros « A Rapa do Tacho - 19/04/2011

    […] meu povo, não só de estômago ingrato vive uma pessoa, não é […]

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