Lactose nos produtos da Tirolez

18 maio

Meu sonho de consumo! Será que consigo comer sem medo ou culpa?sfrutar de alguma dessas delícias!

Como disse no post anterior, ainda não me conformo em ter que cortar toda a lactose da minha vida. Com exceção de sorvete de creme e chocolate (se for os dois juntos, melhor ainda), não sinto muita falta de doces. O meu maior problema é ficar sem queijo!!!

Pizza, lasanha, misto quente, pão de queijo, filé à parmegiana, bolinho de queijo, pão francês fresquinho com requeijão, bisnaguinha com requeijão, pão doce com requeijão, bolacha de maisena com requeijão… hahaha! Sentiu o drama???

Na esperança de não precisar cortar essa maravilha, fui buscar opções de queijo sem lactose. No post que comentei sobre o queijo minas sem lactose do Espírito Santo, a Monalisa do Diário de Receitas sem Lactose sugeriu que eu pedisse a listagem de teor de lactose dos produtos da Tirolez.

Achando que poderia não receber resposta nunca mais, mandei email para a empresa e rapidamente recebi a tal tabela. Também pedi uma foto para postar aqui no blog e eis que recebi retorno. Palmas para o Serviço de Atendimento ao Consumidor deles, gente!

Mesmo vendo o “Não Identificado” na frente de vários queijos, enviei email perguntando se realmente os tais queijos não continham lactose e essa foi a resposta que recebi:

Cara Sabrina,

Nos casos dos queijos em que foi detectado a quantidade de lactose como N.D (não detectado), você considera que é uma quantidade traço.

Em anexo segue foto de nossos produtos para usar no blog.

Cordialmente,

Carolina Borges Duarte

Serviço de Atendimento ao Consumidor

Mesmo assim, fico de mineirisse e ainda não tenho coragem de comer sem culpa e sem medo essas delícias. Enfim… Podemos considerar que os tais queijos (e não são poucos) contém apenas traços de lactose??? Isso não seria lindo???

Monalisa, você que não pode nem com leite de baixo teor de lactose se arrisca a comer os queijos que contém valor não identificado de Lactose???

OBS: Aliás, eu jurava que a Tirolez era do Sul – aquele homenzinho do logo é tão Blumenau -, mas a empresa é foi criada em Tiros (MG)!

OBS1: Ah… Infelizmente o meu tão amado requeijão não está na lista dos produtos que teriam apenas traços de lactose…

OBS2: Já ia esquecendo… A tabela que recebi da Tirolez está aqui: Cálcio Sódio e Lactose – consumidor atualizado

Sabrina Carozzi

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Novata na Intolerância à Lactose

17 maio

Particularmente, acho que eu devia me conformar mais com a minha Intolerância à Lactose e conseguir tirá-la 100% da minha vida. Mas ainda não consegui atingir esse nível de maturidade e sensatez!

Lendo vários blogs e sites de pessoas com Intolerância à Lactose, vejo mais boa vontade na tentativa de adaptar as receitas, usar o leite de soja e tudo mais. Eu ainda me prendo muito no leite de baixo teor de lactose, insisto em procurar queijos que eu possa comer e morro de vontade de tomar um lindo e delicioso sorvete de creme com chocolate. Ou quem sabe deliciar com milhões de pães de queijo quentinhos!

Minha nutricionista disse que devo tentar acrescentar produtos que contenham lactose de forma crescente, de acordo com uma tabela que ela me enviou e avaliar os sintomas. Não sei se devo acreditar nisso! Hehe! Sei lá… Será que a Intolerância à Lactose dá apenas gases e diarreia? Será que minha esofagite não pode ser provocada por anos de lactose na minha alimentação? Desde o colégio evito tomar leite porque me sentia mal e nunca suspeitaram da Intolerância…

No fim de semana fui para a casa dos meus pais em Minas e dai já viu, né? Queijo, bolo, doce de leite e tudo que se tem direito! Pedi pra minha mãe fazer bolo com o leite de baixo teor de lactose (desculpa, mas nem tive tempo de pensar em tirar foto). O doce de leite delicioso, não comi. Mas o queijo minas padrão foi impossível de resistir! Mas assim… não tive os sintomas clássicos da Intolerância, mas senti muita dor no esôfago e um sensação de que tinha algo parado na minha garganta… Vai saber, né? Muitas dúvidas, pessoas!

O maluco do gastro da minha mãe disse que tem Intolerância à Lactose, mas não deixa de comer as coisas que gosta. “Sai estressado do plantão de ontem e decidi que ia comer tudo que gosto: comprei sorvete e caçarola. Sabia que ia sentir mal, mas passa. É só ficar quietinho em casa e pronto”. Será que é tão simples?

A primeira nutricionista que fui disse que eu deveria cortar definitivamente todos os leites e derivados da minha dieta. Disse que a lactose vai irritar meu intestino e que não seria uma questão de “passar mal” e sim de “fazer mal”.

Já o meu gastro daqui de Florianópolis não disse nada além de “evite leite e derivados”. Na próxima consulta vou perguntar mais sobre o assunto…

E vocês? O que sabem do assunto? O que os médicos e nutricionistas disseram?

Sabrina Carozzi

Coalhada com baixo teor de lactose

12 maio

A saga para tentar fazer a coalhada continua. Perdi 1 litro de leite ontem na tentativa e mais três copos hoje. Não sei ainda o que estou fazendo de errado. No teste que fiz com só um copo ficou tudo lindo! Assim que acertar o ponto, passo aqui para vocês.

Antes disso, ai vai a receita que a nutricionista passou para quem quiser se arriscar:

Receita coalhada

1 litro de leite com baixo teor de lactose

5 a 8 (até talhar) colheres de sopa de vinagre de álcool.

Para acelerar o processo, você pode aquecer no fogo, mas evite ferver o leite. Depois coe com 1 pano ou peneira específica até retirar todo o soro.

Tempere a gosto. Ex: sal, azeite de oliva, cebolinha verde e salsinha.

Iogurte de soja – sem lactose

12 maio

Recebi a nova dieta da nova nutricionista! Estou bem animada e testando algumas novidades sugeridas por ela. Uma delas foi colocar o iogurte de soja na minha alimentação. Liguei no mercadinho das Galegas (mini mercado bem simpático aqui da Trindade) e pedi o iogurte de soja da Batavo Naturis. Comprei o de maçã e banana. Não achei foto desse sabor, então coloquei o de pêssego, ok?!

Fiquei meio ansiosa para saber se teria algum sabor diferente, se a soja estaria gritando que está ali. Mas esse não foi o problema. Talvez para disfarçar o sabor da soja, a Batavo exagerou no açúcar e na acidez! Peloamor como é doce o coitadinho!!! Sabe doce de doer a boca? De pinicar a língua? Mais doce que leite condensado? Então… desse jeitinho!

Além disso a acidez é maior que a do iogurte comum… Mas ainda vou dar mais uma chance para ele. Na verdade mais três chances, porque comprei bandeja com quatro potinhos.

Alguém já experimentou desse iogurte? O que acharam? Tem opções menos doces no mercado?

Acho que vou testar a receita do iogurte da Monalisa d’O Diário de Receitas Sem Lactose. Mas vou tentar fazer com o iogurte no lugar o fermento lácteo. Minha nutricionista pediu que eu fique mais duas semanas sem produtos com lactose e que depois tente ver quais são as quantidades de lactose que tolero. Ou procuro alguma loja que vende o tal fermento lácteo e experimente logo de uma vez!

ATUALIZANDO!!!!

Dei várias segundas chances para o iogurte e estou me dando bem! Estou na segundo bandejinha com quatro potinhos. Acho que o gosto super doce foi um choque inicial!

Será que é tão difícil?

11 maio

Sempre penso com muita tristeza em como simples problemas de saúde são tão difíceis de ser diagnosticados. Não sei até que ponto é responsabilidade dos médicos . Na verdade, da falta de envolvimento e interesse – e quem sabe, até de preparo – deles. Ou a responsabilidade seria também do paciente que acaba não sabendo explicar o que realmente está sentindo… No meu caso, acho que foi uma mescla dos dois problemas. Alguns profissionais não me passaram confiança e acabei não seguindo o tratamento passado. Outros subestimaram meus sintomas ou não conseguiram detectar coisas simples como a Intolerância à Lactose.

Antes de  vomitar ao me esbaldar numa festa de aniversário, todos os médicos diziam que eu não tinha nada físico, que todos os meus problemas eram psicológicos. Precisei perder quase dez quilos, ficar praticamente sem comer e sofrer muito para só depois encontrar um gastro sério que está conseguindo me ajudar.

Antes de tudo isso, passei por vários médicos, numa jornada de quase um ano de várias consultas médicas e piora dos sintomas. Um dos gastros –  conhecido cirurgião gástrico de Florianópolis – teve a coragem de dizer que eu devia apenas parar de comer queijo derretido. Isso mesmo!!! Só o queijo derretido me faria mal. Nessa ocasião eu já tinha feito o exame de sangue que diagnostica a Intolerância à Lactose e o resultado era claro: eu tinha a intolerância. E antes que vocês perguntem, sim, eu mostrei o resultado para ele.

Mas o médico insistiu em dizer que eu estava “só” estressada. “Você é jornalista? Então esse é seu problema”. E quando pedi mais explicações sobre meu problema, ele falou com toda falta de paciência e grosseria: Ah! Você é do tipo hipocondríaca? Então tá bom, te explico. Você tem Síndrome do Intestino Irritável. É só você cortar o queijo derretido e os condimentos (mostarda, catchup e afins) e você vai ficar bem.

Foi depois dessa consulta que cai na besteira de achar que deveria acreditar nos médicos e achar que eu não tinha nada físico. No próximo fim de semana, fui numa festa de aniversário e aproveitei, né? Comi queijo, patês, tomei champanhe, refrigerante, bolo, salgadinhos… Acabei a noite no banheiro vomitando como nunca! E não, eu não bebi demais! Pra falar a verdade não fiquei nem alegrinha! Muito menos bêbada!

Depois disso fui num novo gastro. E quanta diferença no atendimento, minha gente! Educação, respeito, paciência e longas explicações. O médico pediu uma endoscopia, sugeriu que eu cortasse os leites e derivados, procurasse uma nutricionista, começasse a fazer exercícios físicos e psicoterapia. Desde então, sei o que tenho: Gastrite, Esofagite causada por Refluxo Gástrico, Intolerância a Lactose e Síndrome do Intestino Irritável. Sei também que são todos problemas físicos. Com origem emocional e agravamento das crises também relacionado com o lado psicológico. Mas sei que não sou uma louca total, hipocondríaca que quer ser a doente do pedaço!

Ainda vou fazer posts explicando um pouco que é cada um desses problemas, sintomas e tal. Precisamos ajudar esses pobres médicos a conseguirem diagnosticar nossas doenças, né?! Afinal, deve ser bem difícil mesmo…

Nutricionista e vida nova

10 maio

Hoje tive pela manhã me consultei com uma nutricionista. É a segunda profissional que procuro.  A primeira experiência foi um pouco frustrante. Além de manter alimentos que prejudicariam o refluxo ou a gastrite – como café e frutas ácidas –, ela apenas tirou os leites e derivados. E só! Vamos combinar que para fazer isso, eu não precisaria ir até um profissional, né?!

Decidi insistir depois de ler um post e conversar com a Monalisa d’O Diário de Receitas Sem Lactose. Assim como meu gastro, ela falou bastante sobre a importância da importância de um acompanhamento de um nutricionista. Estou um pouco mais animada, mas só vou ter certeza depois de receber o cardápio que ela vai me mandar amanhã por email.

Na primeira vez, marquei consulta com uma nutricionista do meu plano de saúde. A consulta não durou meia hora, ela não colocou alimentos que eu gostava, fez um cardápio bem superficial e genérico. E manteve alimentos que me fazem mal e dos quais não sinto falta alguma. Vivo muito bem sem café, sem doces, sem abacaxi, presunto e tudo mais… O grande problema era encontrar substitutos para queijos, requeijão e derivados do leite. Também preciso de um cardápio que vá além da cenoura, batata e mandioquinha…

Para começar, a nutricionista disse que vai me passar a receita de uma coalhada. Seria uma opção para passar no pão no café da manhã, para fazer sanduíches… No meu caso, vou usar leite com baixo teor de lactose para preparar a coalhada.

Assim que eu receber o cardápio, posto a receita para vocês!

Até lá, deixo o post que encontrei no Diga Maria! A receita é bem parecida com a que a nutricionista comentou.

Sabrina Carozzi

A foto e a receita são do bog "Diga Maria!"

Pasta de Queijo Caseiro

Ingredientes
1 litro de leite integral (de preferência aqueles que são mantidos refrigerados – de saquinho ou garrafinha) ***
2 colheres de sopa de vinagre (usei vinagre de estragão)
1 colher de sopa de suco de limão

Modo de fazer
Leve o leite ao fogo até ferver. Desligue o fogo, aguarde uns minutos (até que consiga deixar o dedo encostado no leite por 10 segundos) e acrescente o vinagre e o limão. Misture e o leite talhará.
Forre uma peneira grande com um pano de prato limpo e despeje o leite talhado. Deixe escorrer a maior parte; depois amarre o pano numa colher de pau, pendure na torneira da pia e deixe escorrer por uma noite.
No dia seguinte transfira o conteúdo para uma vasilha e mantenha na geladeira.

Dica: eu guardei o soro e já usei para fazer purê (no lugar do leite). Li em outros blogs que também é usado para vitaminas. Enfim, não desperdice o soro e consulte sua criatividade. 🙂
Para temperar o queijo, use e abuse de azeite, cebolinha, salsinha, manjericão, pimentas, flor de sal…

*** Para os que tem Intolerância a Lactose, usar o leite com baixo teor de lactose!!!

Macarronada sem glúten

5 maio

O que fazer pra almoçar? Algo que não suje tudo na cozinha, que não exija muitos pulos pra cá e pra lá. Algo que não fosse sopa – que estou comendo desde sábado. Algo que não tenha leite; que não tenho gordura demais; que não seja ácido demais; que não precise de muito tempero ou vinagre, limão, etc; que não seja de difícil digestão…  Ufa!

Pensando em tudo isso, vi um lindo prato de macarronada à bolonhesa no programa Bem Estar da Globo.  Além de lindo, ainda disseram que é bem saudável se acompanhado de uma salada, que no caso era de rúcula.

Bom… molho vermelho eu não posso por enquanto. Rúcula não tinha em casa. Nem carne moída. Eu tinha um espagueti sem glúten, proteína texturizada de soja (PTS) e brócolis! Boa saída, né?

Já faz um tempo que tinha comprado o macarrão sem glúten só para ver qual é. Se fosse gostoso, para que ficar comendo o comum, não é mesmo? E acabei me esquecendo dele no armário.  E é bem gostoso, viu? É super igual a qualquer macarrão, só que com o gosto mais suave. Achei bem levinho e caiu super bem no estômago (o que é muito importante na minha vida atualmente).

Molho

O “molho” fiz com a PTS e brócolis. Deixei a proteína de molho na água fria por mais ou menos meia hora (estava no telefone e acabei  me esquecendo da vida). Depois escorri, lavei novamente e espremi para tirar o excesso de água. Refoguei 1 dente de alho picadinho com ¼ de cebola picadinha. Deixei cozinhando por bem pouco tempo.

Fiz o branqueamento no brócolis, congelei a maior parte e separei alguns buquês para o macarrão. Acrescentei na proteína de soja, coloquei um pouco de sal e azeite extra virgem (que estou muito fina ultimamente, minha gente!).

Finalização

Depois de escorrer o macarrão, misturei com o molho e deixei mais um tempinho no fogo para pegar o gostinho. Hoje – me esbaldei e – coloquei um pouco mais de azeite (1 colher de sopa) depois do macarrão pronto e um punhado generoso de cebolinha verde picada. E voilá!!!

Claaaaro que um molho bem suculento de tomate daria outro estilo na proteína de soja, maaas uma refeição mais suave é o que me cabe desse latifúndio!

Ficou bem gostoso, levinho, saboroso e caiu super bem. Será que foi a falta do glúten???

Espero que gostem da dica. E se fizerem em casa, acho que um tomatinho picado em cubos colocados no final da preparação – pra que ele não cozinhe demais – deve dar um toque mais que especial na macarronada.

Bom apetite!

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